terça-feira, 7 de junho de 2011

Cinco motoristas de vans são presos em operação da PRF

Cinco motoristas de vans foram presos em flagrante, nesta sexta-feira (3), usando radiotransmissores ou tentando escondê-los durante operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo a polícia, os motoristas usam o equipamento para avisar sobre fiscalização de transportes e blitzes nas principais vias do estado do Rio.
A PRF também desativou uma antena de retransmissão do sinal de rádio, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, com a ajuda de funcionários da Anatel. Um dos operadores de rádio foi preso.

A blitz, que durou cerca de três horas, aconteceu nos dois sentidos da Via Dutra, na altura de Irajá, no subúrbio do Rio. Vinte vans que fazem o transporte intermunicipal foram levadas para a superintendência da PRF.

Os agentes passaram dois meses monitorando a conversa dos motoristas. Com os rádios eles avisavam uns aos outros sobre as operações de fiscalização do transporte. Eles falam em código e chamam os policiais rodoviários de "café com leite" por causa do uniforme marrom claro, como neste trecho captado pela PRF.

"Tem "café com leite" lá na... pamonha, valeu? Parado lá na pamonha, a Blazer, aí ó? Repara ele aí, vê se ele vai sair".

E a outra pessoa responde: "Positivo. Vamos observar este pessoal aí".

As infrações mais comuns cometidas por estas vans são trafegar em alta velocidade ou com um número de passageiros acima do permitido. Muitas têm documentação irregular e alguns motoristas não têm a habilitação profissional, tipo D, para transporte de passageiros. Além disso, usam a faixa do canto da rodovia - chamada de terceira faixa - para escapar da fiscalização.

Pena pode chegar a 4 anos de detenção
Segundo o chefe de policiamento e fiscalização da PRF, Davi Stanley, o uso de radiotransmissores sem autorização é ilegal.

"Para ter um rádio desse tipo tem que ter autorização da Anatel para utilização do rádio, bem como da frequência. Tanto é que, se algum motorista for flagrado comunicando, ele poderá ser enquadrado pelo crime que dá detenção de 2 a 4 anos", explica Davi Stanley.

Fonte: Labre-SP

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